Numa noite linda de verão, como muitas outras noites, veio a desilusão!
Hoje penso, em como ainda sou um ingénuo, no conhecer amargo da vida, no apalpar das circunstâncias, no pensar e acreditar que é possível ser diferente, num mundo cada vez mais em luta permanente, onde o que mais conta é o bem estar de cada um.
Não tenho de culpa de ser assim e de viver intensamente tudo aquilo em que me meto, exigindo o possível dos outros e de mim mesmo, exigir o máximo.
As ideias não se chegam a cruzar e as discussões passam pelo pisar constante dos outros, tentando em público ficar por cima, não se importando com quem fica por baixo.
Mais difícil para mim de entender, é atacar a dignidade de outros que, lá não estão para se poderem defender.
São tempos difíceis em que percebemos que afinal nada representamos para os outros e que caso precisássemos deles, o mais provável eram as portas fecharem-se, num bater forte e estrondoso, fazendo ecoar na nossa cabeça um barulho insuportável de ouvir, mesmo que à distância.
Ouvi tanta coisa que me fez mal mas, no fundo foi mais uma preparação para esta vida que, sem parecer, já vai longa nos tempos que correm.
Fiquei mais frio no dar a quem não merece e perdi como quase sempre perco, nos resultados finais. Hoje estou mais desperto para o saber estar, e mais preparado para a defesa intransigente dos princípios em que acredito, nunca colocando os interesses pessoais acima do interesse comum mas, procurando a defesa da minha vida, no isolamento que cada um deve ter mas lutando contra falsos profetas que sempre vão existir e que estão mesmo ao nosso lado.
Pois é caros amigos, sem querer tive mais uma desilusão!
Será que vai ser a última?
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